domingo, 14 de junho de 2009

A vida por um fio

De vez em quando somos surpreendidos por um acontecimento que nos faz questionar o verdadeiro sentido da vida. Recentemente, o que me fez parar e questionar minha vida foi o acidente com o voo AF 447 da Air France. Uma tragédia deste porte, o Airbus carregava 228 pessoas, sempre choca e deixa em seu rastro muita tristeza e uma sensação de que coisas importantes foram interrompidas. Afinal, cada uma daquelas pessoas embarcou por algum motivo. Tinha um casal partindo em lua de mel, uma família partindo para as tão sonhadas férias na Europa, jovens no auge de suas carreiras procurando cursos no exterior, e por aí vai.

Ao conhecer um pouco de suas histórias, inevitavelmente, nos projetamos na mesma situação. Afinal, o que temos feito de nossas vidas? Que tipo de história seria contada se embarcássemos numa viagem sem volta? Estamos de fato fazendo tudo que podemos para ajudar as pessoas? De que forma contribuímos para a preservação do planeta? E para o bem estar das pessoas que amamos? Estamos usufruindo com responsabilidade dos recursos naturais? Conseguimos transmitir nosso conhecimento de alguma forma construtiva? Colaboramos para o desenvolvimento da sociedade em que estamos inseridos? Respeitamos a vida em todas as suas formas e a nós mesmos?

São perguntas demais e muito importantes que, em algum momento da vida, temos que responder. Não sei quanto a você, mas diante de algumas das minhas respostas atuais - sim, porque elas mudam, conforme a fase em que estamos -, decidi que é hora de ajustar algumas coordenadas e corrigir o rumo. Foi assim que surgiu o Relicário da Rapunzel. É aqui que guardarei minhas relíquias, opiniões, impressões, sensações e whatever me der na telha. Assim, enquanto espero pelo príncipe, vou tecendo, fio a fio, a trança da minha vida.

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